Achadões da semana

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Feriado já é bom. Quando cai na terça e você consegue emendar a segunda, então, é pra acordar sorrindo e não levantar da cama tão cedo.

Como agora eu moro em SanFran, mas ainda trabalho pro Brasil (infelizmente, o blog ainda não é uma sensação internacional, mas a gente chega lá), me senti um pouquinho em dia de feriado emendado também e isso siginificou basicamente três coisas:

Coisa número 1: o relógio no meu celular mostra 4 da tarde e eu ainda estou de pijama.

Coisa número 2: passei o dia deitada na cama (por isso o pijama) bisbilhotando sites de compras.

Coisa número 3: eu não vou malhar hoje.

Mas, voltemos à coisa número 2, que é gancho para o nosso post de hoje.

Como vocês já devem saber, um dos meus maiores passatempos desde o ano sem comprar é fuçar sites de compras, achar um monte de coisa legal e baratex, colocar tudo no carrinho virtual e depois fechar a página sem comprar nada. Eu sei, não tem lógica, mas, você não gosta de jogar Candy Crush? Ou ver Keeping Up with the Kardashians? Cada qual com o seu passatempo doido (ok, eu admito fazer todas essas coisas também, mas o ponto é válido).

Eis que, hoje, resolvi colocar todas essas minhas horas devotadas a pesquisas internéticas inúteis para bom uso. A partir dessa semana, toda segunda-feira teremos um post com os achadões da semana. Coisa boa, bonita, que me encantou a retina e que, ainda por cima, conta com precinhos convidativos. Tudo pra fazer a sua semana (e a minha) começar sempre com mais alegria.

Então, sem mais delongas, vamos aos primeiros achadões dessa semana que já começa feliz porque já começa de pijama.


- Oclitos charmosamente redondos da Asos, por apenas 18 doletas.


- Turbante de tricô, puro glamour invernal, também na Asos, por apenas 8 doletas.


- Lenço com franjinhas, neutro e mega versátil, na Dress To Off, por apenas R$35,70.


- Saia azul marinho com babadinhos na frente (já vejo um look navy), também na Dress To Off, por R$62,40.


- Calça destroyed Dzarm cinza pela qual eu sou doidinha desde o ano passado e hoje encontrei novamente na parte de liquida do site da Dzarm por R$94,99.


- Duas sandálias, chiques no último, dessas que jogam qualquer look pra cima, coisa boa, com cara de que custou os olhos da cara.  Ambas Uzo, na Shop2gether, pretinha por R$126,50, vermelha por R$121,00.
 - Oclão gatinha, desses que você vê a Chiara Ferragni usando e acha riko toda vida. Apenas 9,99 doletas no Necessary Clothing.
Uma dica boa que eu sempre uso pra encontrar coisas legais com preços bons é SEMPRE bisbilhotar nas abas de liquida dos sites (quase todos os e-commerces de moda tem abas permanentes em liquidação). É mais difícil encontrar tamanhos, mas, com paciência, dá pra encontrar achadões incríveis!


Atos de bondade aleatórios

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Random acts of kindness é uma expressão em inglês que, traduzindo de forma bem literal, significa "atos de bondade aleatórios". 

Eu entrei em contato com ela pela primeira vez ainda trabalhando em agências de publicidade. Na época, os tais atos de bondade aleatórios tinham se tornado febre entre marcas que queriam se aproximar dos consumidores. Sabe aqueles vídeos do YouTube em que uma marca vai lá e surpreende o cara e dá um presente pra ele? Tipo isso aqui. Ou isso

Os vídeos eram fofos e viralizavam rapidinho. Consumidores passavam a achar a marca mais bacana porque, né? Dando presente fofo por aí, quem não fica feliz? E a marca ficava feliz também porque, né? Ganhou Ibope e tal.

Mas a verdade é que a expressão que virou marketeira, nasceu entre as pessoas, de um jeito muito mais bonito e verdadeiro. Segundo o Wikipedia, ela nasceu aqui na California (mais precisamente, aqui do lado de São Francisco, em Sausalito), quando uma moça (a Anne Herbert) escreveu, numa toalha de mesa de um restaurante, a seguinte frase: "Pratique atos de bondade aleatórios e atos de beleza sem sentido" (no original: "Practice random acts of kindness and senseless acts of beauty"). 

A frase ganhou o mundo e, ainda hoje, inspira pessoas a praticarem o bem "sem olharem a quem" e serem generosas, mesmo com desconhecidos. Deixar um café pago pra pessoa que está atrás de você na fila. Deixar uma mensagem positiva dentro de um livro que se devolve para a biblioteca. Elogiar a roupa de alguém que você não conhece. 

Esse sábado, alguém fez isso com a gente. 

O dia tava bonito aqui em São Francisco. Sol e calor gostoso desses que convidam a gente a sair de casa pra viver a vida. Catamos a bicicleta e fomos explorar a cidade meio sem rumo.

Depois de quase uma hora passeando, acabamos na frente do estádio dos Giants, o time de baseball aqui de São Francisco. A gente não entende nada de baseball, mas, de cara, dá pra entender a loucura que o pessoal aqui tem pelo time. Filas de pessoas vestidas inteirinhas de laranja davam a volta no estádio. O Giants é o único time de baseball de São Francisco, então não existe torcida contra. Todo mundo que gosta de baseball em SF veste laranja em dia de jogo. E, se isso não fosse suficiente pra contagiar dois brasileiros que não entendem nada do esporte, o time ainda é o maior campeão atual dos EUA, tendo arrematado três títulos nacionais nos últimos cinco anos.

Trancamos as bikes do lado do estádio e fomos dar uma olhada mais de perto naquela festa toda. Ainda faltavam 4 horas pro jogo começar. Portões todos fechados. Mas o povo não parava de chegar. Famílias inteiras, com crianças pequenas vestidas com gorros laranjas. Gente comendo pizza nas filas, tirando foto, andando pra cima e pra baixo. 

Passeando ao redor do estádio e vendo toda a movimentação não tinha como não soltar um:

"A gente tem que se programar pra vir outro dia, né?"

"Tem! Quero vir! Legal demais isso!"

Eis que, no meio do nosso papo em português, a gente ouve:

"Brasileiros?"

Um gringo, seus 40 e poucos anos. Do lado dele, uma ruivinha, dançava pra cima e pra baixo, obviamente animada com a festa toda.

Engatamos no papo. O gringo era ali da California mesmo, mas apaixonado pelo Brasil. Namorou lá, surfou lá, fez amigos lá. E, quando ouviu o nosso português, simpatizou. Contou pra gente que tinha 4 ingressos, eram pra ser dele, da mulher e dos dois filhos. Mas a mulher e o filho pequeno não puderam vir. E ele tinha dois sobrando. 

"Querem entrar com a gente?"

A gente tinha tido meio minuto de conversa. Ato de bondade aleatório. 

Entramos no estádio com eles. Mas não foi só pra ver o jogo. Eles tinham se cadastrado pra serem voluntários numa cerimônia de entrega de prêmios aos jogadores que aconteceria antes do jogo em si. Então, entramos pelo gramado. Com o estádio lotado. Todos os jogadores do Giants em campo recebendo seus prêmios, gente da velha guarda do time sendo homenageada, hino dos EUA tocando e a gente no meio do gramado, ajudando a abrir a bandeira.



Foi uma das experiências mais surreais da minha vida, simplesmente porque foi tão inesperada, tão surpreendente. 

Terminada a cerimônia, fomos pra arquibancada e vimos o jogo enquanto com a ruivinha dançarina de 10 anos de idade me explicava todas as regras.

Os Giants ganharam o jogo. A gente ganhou amigos e um dia desses que não dá pra esquecer.

Voltei pra casa pensando nas coisas que fazem a gente feliz. Nos momentos em que fui mais feliz na vida. Fecha os olhos e pensa também. Vê se, em boa parte dessas memórias, você não foi feliz porque fez alguém feliz. Você nem ganhou nada com isso, mas ver a felicidade de alguém e ter provocado esse sentimento é uma coisa tão doida, tão poderosa. Lembra de como dar um presente que alguém ama é até melhor do que receber um? E dar um sorriso e receber ele de volta? E melhorar o dia de alguém que tá pra baixo?

O mundo precisa disso. De mais amor, generosidade e atos de bondade aleatórios. Mas, fora o mundo, nós precisamos disso. Não custa muito ser feliz. Ainda mais quando se é feliz fazendo mais alguém feliz de carona.













Ombrinhos de fora

Mesmo estando aqui nos EUA, sexta-feira continua sendo um dia em que, sempre que possível, faço questão de usar branco.

Além da tradição, acho que o branco tem uma energia tão gostosa pra dar aquele start com o pé direito no final de semana, sabe?

Então, ontem, já que não tinha semana temática nem nada e o dia tava tão gostoso, resolvi que um look branco e fresquinho cairia bem.

Abri o armário e fui atrás do que tinha de branco. Com todas as peças da cor em mente, acaba ficando mais fácil de entender o que combina com o que e montar o look.

Eu tava com saudade de usar essa saia e, quando avistei a bichinha no armário, cheguei à conclusão que ela é perfeita pro clima aqui de São Francisco. Ela tem essa carinha leve por conta da modelagem, mas, como é de couro falso, ela acaba sendo ótima pro ventinho fresco da cidade.


Depois de escolhida a saia, o look se formou rapidinho na minha cabeça. Sabe aqueles dias em que você se sente bem mocinha? A saia fez isso comigo. Me inspirou a ir mocinha até o fim e achei que uns ombrinhos de fora cairiam bem, especialmente com a informalidade da sexta-feira.

Como o look tava todinho branco e eu queria uma silhueta bem feminina, resolvi usar o cinto de outra cor pra marcar bem a cintura. Optei por um de elástico com listras azul marinho e fivela dourada que marcava bem a passagem da blusa para a saia.


E, já que o clima estava mocinha, nada melhor do que um escarpin charmoso e igualmente alegre.


Créditos:

Saia: Zara
Camisa: H&M
Sapatos: Arezzo
Cinto: Shoestock

7 dicas de styling pra dar um upgrade no seu look básico

A gente sempre fala por aqui que são os detalhes que fazem toda a diferença num look. E, no caso de hoje, não tô falando de acessórios. Nada de óculos extravagantes da estação, nem maxi colares, nem mãos cheias de anéis.

Estou falando de usar o básico, coisas que todo mundo já tem no armário. Uma calça jeans, uma camiseta, um casaquinho.  Exatamente essas peças que você já tem (e que talvez esteja vestida hoje mesmo), só que arrumadas de um jeito um pouquinho diferente. É aí que tá o charme do styling.

Hoje vamos mostrar 7 dicas de styling que fazem toda a diferença e dão uma bossa toda nova às peças básicas que você já tem no armário.

1. Cinto amarradinho

Ao invés de largar a sobra do cinto pendurada, porque não aproveitá-la pra dar um charminho a mais no look? Tem vários jeitos diferentes de amarrar. Uns mais rebuscados que outros. O meu preferido é esse que aparece nas fotos aqui embaixo. Além de charmoso, ele é super fácil de fazer. Basta afivelar (é assim que fala na moda também ou só no avião?) o seu cinto normalmente, pegar a sobra, passar de baixo pra cima por dentro do cinto e depois passar de novo, dessa vez de cima pra baixo por dentro do pedaço que você usou antes (deu pra entender? Juro que é fácil. Acho que as fotos ajudam.)


2. Camisa ou camiseta "meio pra dentro"

Aqui nos EUA, eles chamam de "half tuck", no português "meio pra dentro". Nada mais é do que colocar só uma parte da sua camisa ou camiseta pra dentro da calça. Geralmente é um pedacinho na frente, logo acima do fecho da calça. Mais recentemente, começou a rolar uma onda de colocar só um lado da camisa social (tem que ser o lado que fica pra dentro dos botões, senão fica estranho). De qualquer forma, é um jeito de fugir do "arrumadinho" e não cair no desleixado, deixando o look com uma carinha mais cool e moderna.


3. Camisa abotoada até o final

Falando em camisa, eu adoro usar as bichinhas abotoadas até o final, especialmente em looks com sobreposições, com um tricô por cima só aparecendo a golinha (tipo esse aqui embaixo com o trenchcoat). Eu sei, no verão é mais complicado. Mas o inverno tá chegando e, se mesmo assim estiver calor, opte por uma camisa de tecido bem levinho como o linho e pode mandar bala.


4. Camiseta com manga dobrada

Camisa social com manga dobrada todo mundo já conhece. Mas dobrar a manguinha da camiseta é um desses detalhes que a gente nunca lembra de fazer, mas que ficam uma gracinha. Se a manga for muito curta, dá pra prender com um alfinete e deixar ele aparente (fica fofo). Ah! E a dica vale pra moleton também. Charme garantido!


5. Barra da calça dobrada

Eu adoro uma calça dobrada. Acho moderninho, jovem, descontraído, divertido. Especialmente se você tá usando um sapato bonitão que merece aparecer. O melhor: não precisa de manual de explicação, basta dobrar.


6. Lenço na bolsa

Todo mundo tem um ou outro lenço no armário, mas é difícil de lembrar dele, né? Um jeito super fácil de usar em qualquer ocasião é amarrar o bichinho na alça da bolsa, assim mesmo, como quem não quer nada. Aproveite pra escolher um bem colorido e adicionar um pouco de cor em looks mais neutros.


7. Casaco por cima dos ombros

Sabe aquele dia que tá frio demais pra não botar casaco, mas quente demais pra ficar sem nada? Leva o casaco e joga por cima dos ombros. É mais fresco do que vestir ele todo e fica chique de viver. O mais legal é que dá pra fazer com praticamente qualquer casado, dos mais arrumadinhos, aos mais despojados.


Viu que elegância não precisa custar nem mais um realzinho?

Se você tem mais dicas de styling pra dar um upgrade no seu look, divide aqui comigo! Divide com o mundo!


Inspirações sem franjas

Essa semana a gente falou muito sobre a uniformização dos festivais de música e eu fiquei feliz em saber que não fui a única a ter essa sensação.

Bem, diante de todos os comentários e alguns pedidos, resolvi abrir o armário e botar a minha cabecinha pra funcionar. Amanhã começa o segundo final de semana do Coachella e mês que vem tem Rock in Rio em Las Vegas. Fora todos os festivais Brasil e mundo afora que virão por aí.

Entonces, o post de hoje vem recheado de três looks que fariam bonito em qualquer festival desse mundinho que habitamos.

Para escolher os looks, mantive dois critérios em mente:

- nada de franjas, coroas de flores, chapéus de feltro ou quimonos. A ideia aqui é sair do uniforme e mostrar que dá pra se divertir e ficar bonita e charmosa sem ter que seguir o padrão.

- fugir do look do dia a dia. Como eu falei, acho festivais de música ótimas oportunidades da gente soltar um pouco mais a criatividade e a ousadia na hora de se vestir. Então, tentei fugir do combo jeans, camiseta e tênis (uma combinação que eu adoro, então, tive que me esforçar).

- me representar. Queria looks que genuinamente tivessem a ver com o meu estilo, com o que eu sou. Só porque é festival, não significa que você precise se fantasiar de algo que não é. Dá pra ser linda, seja qual for o seu estilo. E o melhor, um look que tenha a ver com você vai te deixar mais confortável e auto-confiante, e não tem nada mais lindo do que isso.

Dito isso, vamos a eles?

Look 1:

Ao invés das franjas, que tal plumas? Usar uma textura diferente é sempre um jeito ótimo de deixar o look mais criativo. Além disso, escolher uma peça que, por natureza, já seja mais extravagante já resolve praticamente todo o look. Como ela vai ser o centro das atenções mesmo, basta uma camisetinha pra completar e ainda dar aquela equilibrada. A ideia é deixar tudo com uma carinha bem hi-lo mesmo, meio glamour, meio casual, mas super divertido.


Eu optei por uma blusinha hiper leve (dessas tão gostosas que parecem que você ainda tá de pijama), num tom de cinza abaixo do tom da saia pra não ficar mega combinadinho.


E finalizei o look com cabelo bagunçado de lado e brincão bem leve (esse é de plástico), pra não atrapalhar na hora de bater o cabelo.


Look 2:

Eu queria uma coisa navy que saísse do óbvio, então catei a minha camiseta listrada e combinei com um shortinho de couro dourado.

Saia: Zara
Blusa: OH K!
Botinha: Schutz
Óculos: Zero UV


O legal desse look é que ele é tem tudo que o combo shortinho e camiseta tem de bom: conforto, praticidade, frescor. Mas ainda assim, ele tem uma interessância super legal. Tudo graças a elementos simples mas que fazem muita diferença: o shortinho ser de couro, ao invés de jeans, ser dourado ao invés de branco, preto ou azul, e a camiseta ter uma modelagem um pouquinho mais comprida, ao invés do tradicional baby look.


Pra finalizar e agregar ainda mais interessância, amarrei um lenço com tons beges, verdinhos e dourados na cabeça (não podia faltar um look com turbante, né?) e aproveitei pra ousar no batom meio marsala (eu sempre me confunto com esses tons, mas acho que é isso mesmo).


Créditos:

Short: by Mumi
Camiseta: H&M
Bolsinha crossbody: Topshop
Lenço: OH K!
Tênis: Coverse:
Batom: Crush da Sephora


Look 3:

Um vestidinho com personalidade talvez seja a escolha mais fácil. Não tem que pensar em combinações complexas e, se ele tiver personalidade MESMO, não precisa nem de acessórios.

Então, catei o meu vestido mais cheio de personalidade. Sim, haters dirão que ele tem cara de cortina. Mas lovers dirão que ele é uma coisinha cheia de charme que tem tudo a ver com essa deliciosa fase da moda que foram os anos 70. Eu sou desse segundo time.


O bichinho é soltinho, curtinho, prático e tem essa manga que simplesmente tem vida e exuberância própria (imagina isso dançando que coisa linda de se ver?).

Como ele é, de fato, bem setentinha, resolvi dar uma modernizada no look combinando o vestido com slipers pink da Melissa e óculos espelhados.


Créditos:

Vestido: B.Luxo
Slipers: Melissa
Óculos: Zara
Batom: Relentlessly Red da MAC

Pronto, três looks dignos de qualquer festival e sem nenhuma franja. É possível, gente.

Se você tem ideias bacanas de looks pra festivais, divide com a gente. Poste no Instagram e tagueie o @mourajo, assim, eu posso repostar a sua foto pra galera ver e se inspirar em você também.

H&M, o uniforme oficial do Coachella (volume 2)

Na segunda-feira eu fiz um post sobre a minha decepção por ver tantos looks tão parecidos no Coachella.

Eis que, ontem, passeando pela cidade, me deparo com a vitrine da H&M com a chamada para a "coleção oficial do Coachella". Entrei na loja e qual não foi a minha surpresa ao me deparar com: chapéus de feltro, coroas de flores, quimonos de franjas, blusas de franjas, botas de franjas, vestidos de franjas e todas as outras coisas que se é possível fazer com franjas. Tudo num cantinho determinado da loja. Tudo juntinho, já combinadinho, pra não ter o que pensar.


Antes de postar, resolvi entrar no site pra ver a coleção toda, entender o que estava pro trás e não falar besteira.

E me deparei com esse texto aqui.


Traduzindo:

"A H&M e o time do Coachella se juntaram para desenhar em parceria a coleção oficial que vai te inspirar na preparação da temporada de festivais. A coleção combina a liberdade e energia da "moda de festival" tanto para homens quando para mulheres. Escolha entre estampas ousadas, cores fortes, franjas (claro) e jeans, ou uma pegada mais romântica, escolhendo entre os melhores acessórios desse verão boho - tudo perfeito para um fim de semana de música, moda e amizade."

Aqui, um pouquinho da coleção pra vocês verem.


Tem mais no site deles, aqui.

A coleção tem elementos bacanas que eu até compraria, mas, de uma forma geral, ela retrata uma moda de festival tão, tão, tão cliché, que, de cara, já me dá bode. Fora isso, amarrar tudo com o rótulo de "uniforme oficial do Coachella" me parece um pouco pretensioso.

Eu super entendo o apelo comercial que isso tem, a ideia marketeira por trás da parceria. Mas, uma loja tão grande como a H&M, com tantas opções de estilos, poderia ter abordado a coisa toda de uma outra forma. Ao invés de ter colocado todo mundo na mesma caixa, porque não incentivar a criatividade? Por que não estimular as pessoas a saírem do óbvio? Por que não pegar uma peça que ninguém pensaria em usar num festival e estimular todo mundo a dar uma nova cara a ela? Tipo uma camisa social. Ou uma gravata. Ou um colete de alfaiataria.

Só de me perguntar essas coisas, a cabeça já viaja em looks divertidos e inusitados. E sem nenhuma franja.

Esse post é só um desabafo mesmo. E um pleito pra que as marcas nos ajudem mais a pensar e não só a consumir.


Roupa de quem tem muito o que fazer

Semana passada eu mostrei a minha saia de 29 doletas franco-nipônica e prometi que, em breve, ia ter look. Como a minha mãe sempre fez questão de ressaltar, roupa nova queima no meu armário. Eu já tava achando até tempo demais, ter guardado a bichinha por quase uma semana no armário. Mas hoje o dia tava lindo e eu achei que tinha chegado a hora.

Não sei se é o papel de parede, ou o fato de ter voltado a morar perto do mar, mas sinto que ando numa fase meio azul. Passeio pelas lojas por aqui e fico combinando coisas azuis dentro da minha cabeça, abro o armário e só vejo azuis.

Quando peguei a saia nova pra usar hoje, a ideia inicial era combiná-la com uma camisa social branquinha e fazer um look todo branquinho. Mas os olhos só viam azul.

Acabei optando por uma camisa jeans ajustadinha ao corpo, usada com a golinha levantada só pra dar um charme extra.


A outra coisa que adorei nesse look foram os acessórios. A open boot branca é confortável demais e combinou perfeitamente com o clima "charme do dia a dia". E a bolsa redonda, fazendo seu debut aqui em São Francisco, deu uma quebrada boa no azul e branco do look.


A verdade é que tenho gostado cada vez mais de composições charmosas e simples, roupa confortável, feita pra quem enfrenta dias corridos, mas quer estar se sentindo bonita sempre. E acho que a composição de hoje se encaixa bem nessa categoria. Pode chamar de normcore (quem já ouviu falar da tendência? em breve faço um post sobre o assunto), mas eu gosto mesmo é de chamar de roupa de gente que tem muito o que fazer :-)

Créditos:

Saia: Uniqlo
Camisa: Zara
Bolsa: Marc by Marc Jacobs
Óculos: Zara
Sapatos: Zara