Ads

Aos looks sem frufru!

Comenta aqui!
Eu nem consigo explicar de onde surgiu o meu amor pelos geométricos. Sei dizer que ele é bem profundo. Acho estampa geométrica um troço chique de doer. Por isso, quando eu vejo uma na minha frente, fica difícil não parar pra olhar.

Acho que a coisa do chiquê do geométrico está na velha máxima de que menos é mais. Geometria é matemática, objetiva, exata. E, assim, complexa em sua simplicidade é perfeita.

Hoje, o post é reto como as linhas que compõem o look. Nasce do tricô geométrico mas leva a objetividade da geometria pra todas as peças: jeans e acessórios brancos. Tudo simples, sem frufru.


Desses looks que não demoram dois tempos pra montar, mas que nunca fazem feio.

Uma coisa que fez diferença nesse caso (e sempre faz) é a escolha das cores: o tricô verde deu um tom mais divertido à seriedade geométrica e contrastou super bem com o jeans escuro.


Por fim, os acessórios também foram escolhidos a dedo. A bolsa branca não poderia ser mais geométrica com seus traços retos e simetrias, sem nenhum arabesco. O sapato, além de também ser branco, também era simplicidade pura. Acho que o "não frufru" foi a regra que imperou mesmo.


Fica então o meu brinde (computador numa mão e taça de vinho na outra) aos looks não frufrus de uma quinta-feira cansada!

Boa noite!

Créditos:

Calça: Dzarm
Tricô: COS
Sapato: Zara
Bolsa: Maria Bonita Extra
Colar: COS

C de compras: o último C da viagem :-(

Comenta aqui!
O último post da viagem é aquele que a gente fica postergando eternamente só pra sentir, pelo menos um pouquinho, o gostinho das férias. Infelizmente, por mais que a gente tente adiar, uma hora chega a hora de se desapegar. Então, aqui vai o post do nosso terceiro "C" das minhas mini férias: o C das compras.

Hoje eu vou fazer o inverso. Nos outros C's eu falei de look e depois falei dos temas referentes a cada "C". Hoje vamos começar falando das compras e depois a gente fala de look.

Direto ao ponto, e bem didático:

GRANDES REDES:
Nem preciso falar que Barcelona tem aquelas redes todas que a gente adora: H&M, Zara, Sephora. Enfim, é uma cidade bem farta de oferta dessas grandonas e isso não é novidade. 
MINHA DICA: preste atenção às épocas do ano que visita a cidade. Eu cheguei e dois dias depois todas as redes estavam em liqui. E deixa eu te contar, liqui lá é levada à serio. Nada de descontinho de 10% (que deveria ser desconto de pagamento à vista em qualquer época do ano). As "rebajas", como eles chamam, são de 50% pra cima.

TESOUROS ESCONDIDOS:
Nada como aproveitar uma viagem para descobrir lojinhas diferentes e garimpar peças que ninguém por aqui vai estar usando. Eu dei sorte porque o bairro no qual me hospedei tinha um monte de lojas super charmosas bem na porta de casa. Mas, mesmo se os tesouros estiverem mais distantes, vale procurar por eles.
EU INDICO:

- D-lirio: lojinha super gracinha no Born. Vende uma seleção bem especial de bijus, sapatos, bolsas e roupas. Ela é pequenininha, mas a curadoria de peças de designers locais é de babar. Eu recomendo prestar atenção especialmente nas bijus (que são lindas e com precinho ótimo - a foto aqui embaixo é da pulseira e dos dois anéis que eu comprei lá) e nos sapatos da marca Eva vs Maria (um tiquinho caros, mas com qualidade e design que fazem valer o preço - são, sinceramente, os sapatos mais lindos que eu ví nos últimos tempos).


(como não se apaixonar perdidamente?)

- Le Swing: brechó charmosérrimo, também no Born, com uma curadoria excelente de peças sem marca e outras super grifadas (tem Chanel, YSL, Dior e etc e tal) tudo com preços razoáveis. Peças, sem dúvida atemporais e que, já duraram e ainda vão durar uma vida.

- Coquette: chique, discreta e despretensiosa. A Coquette tem uma seleção de peças impecável de vários designers da região. Mas você entra na loja e nem percebe que são designers diferentes que fizeram cada uma das araras. A loja tem unidade e personalidade, coisa difícil pras multimarcas. De novo, peças atemporais e com muita qualidade.

PASSADA OBRIGATÓRIA:
Eu já falei da COS, mas vou repetir porque amo mesmo. Depois da minha primeira visita super corrida, voltei lá com mais calma e...surprise! Tava tudo em liqui. Por conta dos preços camaradas, qualidade das peças e design atemporal (eita, acho que essa vai ser a palavra do post), foi lá que concentrei as minhas compras da viagem. Ao longo das próximas semanas eu vou mostrando as minhas escolhas. Mas vale super a pena e, pra mim, é parada obrigatória.

Ah! E aproveite a visita à COS pra dar uma passeada pelo Passeig de Gracia. A rua é, historicamente, a mais chique de Barcelona (é ela que abriga duas das obras mais emblemáticas do Gaudí: a Casa Batló e a Casa Milá, mais conhecida como La Pedrera). Vale dar um passeio por lá só pra namorar as vitrines das marcas poderosas, mas comprar não foi pra mim não.

Bem, agora que já falamos sobre esse tantão de lugar pra gastar, vamo ver como dá pra usar.

Como eu comecei um trabalho novo essa semana, tô numa empolgação pura pra montar looks com cara de trabalho. Mas preciso confessar que, no primeiro dia, eu acordei de manhã ainda achando que ainda tava no calor espanhol e que dava pra botar as pernocas de fora. O look ficou maneiro, mas passei o dia com frio. De qualquer forma, achei que valia dividir com vocês, especialmente pela presença dos itens novos, adquiridos durante a viagem. Vamos a ele:


O casaco com trançados geométricos foi quem guiou o resto do look. Achei ele dando sopa largado numa arara da liquidação da Zara por 29 euros. Achei que valia por conta daquela palavrinha que a gente tanto falou hoje: atemporalidade. Ele tem uma estampa que não é nem séria demais, nem fun demais e mistura cores mais neutras com um toque de amarelo pra dar uma alegrada sem ser excessivo.

O casaco puxou a saia rendada. Achei a maior coincidência do mundo os detalhes do casaco serem da mesma cor dessa saia e, sem medo de parecer óbvia, resolvi combinar os dois. E não ficou mesmo óbvio. Principalmente porque a saia vai bem pros lados do romantismo e o casaco vai pro lado da racionalidade. Estilos diferentes combinados por uma única cor.


Último item novo do look, o sapato é meio open boot, meio peeptoe e branco. Achei lindo, prático e branco. Super difícil encontrar sapato branco bacana e que não pareça sapato de noiva, mas quando você acha aquele que faz o coração bater mais forte, a minha dica é: invista nele. Se ele tiver uma precinho camarada de liqui da Europa, melhor ainda.


Por fim, queria pedir desculpas pela inconstância dos posts durante esses últimos dias. O trabalho novo exigiu uma certa adaptação da rotina de fotografar e postar (e ir pra academia, e fazer yoga, e pegar o bus, enfim, trabalho novo mexe com tudo). Mas agora já tá tudo mais acertado e entrando nos eixos.

Amanhã tem mais.

Créditos:

Casaco: Zara
Camiseta: COS
Saia: Zara
Sapato: Zara

Tesourinhos vintage

Comenta aqui!
Antes até de escrever o post de hoje queria só parar um pouquinho pra fazer um jabá não pago da minha loja preferida das internet.

Cês lembram, há um tempinho atrás, num post bem carioca, que eu contei (aqui) que a Ana me indicou um site de coisinhas vintage modernetes (olha o paradoxo) que eu fiquei louca da vida? Pois bem, my people. Acabei de entrar no Enjoei e descobrir as tais meninas do Vintage & Amigos lá na capa do referido site.


Fuçando um pouco mais (e trocando emails com a Ana), descubro que a história por trás disso é simples e simplesmente brilhante: as duas moças garimpeiras foram garimpar tesouros vintage lá em Minas. Encontraram um tantão de peças lindas e cheias de personalidade e montaram uma lojinha no Enjoei pra vender o lote (com direito a lookbook e vídeo).

Eu tô bem apaixonada por esse aqui. E também por essa camisa aqui.

Daqui a pouco, posto o último C da viagem. E conto se eu cedi à tentação.

Bjo procês!




Entre um C e outro, vamo de Tibidabo

Comenta aqui!
Quem acompanha o meu perfil (@mourajo) no Instagram, viu que ontem eu cheguei de Barcelona e fui diretinho pra Brasília pra ver o jogo do Brasil. Peninha que perdemos, mas valeu cada realzinho gasto pra ter a experiência de ir a um jogo da Copa.

A cidade tava linda, o estádio tava lindo, até o aeroporto tava bacanudo (ainda em obras, porém bacanudo). Mas, mais do que tudo, foi o máximo poder cantar o hino, gritar pro Felipão, tietar o Neymar (que tava no banco bem na nossa frente) e aplaudir a Holanda ao final do jogo.

Hoje, nem se fala. Não fui no Maraca, mas fiquei, aqui de casa, torcendo pra Alemanha e vendo pela TV a comemoração linda do fechamento da Copa mais animada de todos os tempos. Parabéns pra gente, povo brasileiro, que deu um show de carisma e simpatia e parabéns aos gringos que vieram de todas as partes do mundo e souberam bem aproveitar tudo o que a gente tem pra oferecer.

Bem, fim de férias, fim de Copa e amanhã começo um emprego novo (status emocional: animada/amedrontada - não é sempre assim com novas aventuras?). E, como emprego novo combina muito com roupa nova, amanhã tem post sobre as compras de viagem e um look novo com carinha de trabalho. Yey!

Maaaaaas, enquanto amanhã não chega, resolvi fazer um post sobre um dos meus lugares preferidos da viagem e que não se encaixava exatamente em nenhum dos nossos "C"s (lembram? Comida, Cultura e Compras). Acho que a classificação dele seria mais pro lado do entretenimento (ou simplesmente, a categoria de belezuras em geral).

Antes de dizer qual é o tal lugar, cês lembram que eu falei que andava pra cima e pra baixo de shortinho e blusa? Pois então... 



Nesse look, eu misturei um shortinho vermelhor de estampa étnica, com uma blusinha de renda branca. Se a blusinha fosse só mais uma camisetinha branca teria ficado fofo e básico, mas o fato dela ser de renda faz com que o look ganhe um outro nível de complexidade e personalidade. De novo, provando que basta um pouquinho de criatividade pra provar que a combinação de short e blusinha rende muito. 


Pra ficar ainda mais interessante, escolhi usar os meus slippers listradinhos PB. Outro elemento novo e diferente pro look, mas que não briga com os demais.

Bem, então vamos ao local misterioso.

Quem é aficcionada por Friends como eu, com certeza já ouviu falar dele. Olha aqui um refresco pra memória:


Pois bem, tenho o prazer de informar que o Monte Tibidabo existe e, sim, ele fica em Barcelona. Sobre o lago que o Joey comenta, aí eu não sei informar. Mas posso afirmar com muita certeza que lá em cima, lá no alto, com a vista de Barcelona inteirinha ao fundo, fica um dos parques de diversões mais lindos que eu já ví na vida.

Antes de falar do parque, mais fácil falar da Igreja que fica lá em cima também. Ela acaba sendo um ótimo ponto de referência pra você saber exatamente onde é Tibidabo, olhando de qualquer ponto da cidade: olhe pro horizonte e procure o monte mais alto com uma igreja em cima. Pronto, achou.



A igreja por si só já é linda e vale uma entradinha uma vez que você já está lá em cima. Mas o que realmente me encantou foi o parque de diversões praticamente suspenso em cima da vista deslumbrante. Fun fact ainda mais encantador: o parquinho tem mais de 100 anos, o que faz com que ele tenha uma cara deliciosamente vintage.

O mais legal é que os caras realmente sabem tirar proveito da localizaçãõ: vários dos briquedos foram feitos pra que você possa apreciar ainda mais a vista. O meu preferido? Sem dúvida a roda gigante. Além de linda e colorida, faz a gente ter um pouquinho a sensação de estar voando (ah! e é o ponto perfeito pra tirar fotos).





(olha eu e a Gopro aí, gente!)


Mas as atrações nas alturas não param na roda gigante. Eu fiquei encantada com esse aviãozinho. Como brinquedo ele é bem bobinho, mas a vista...



Para farra garantida: recomendo enfrentar a fila pra entrar no Hotel Kruger, uma espécie de casa do terror deles. A fila em si já é muito engraçada porque você já fica observando as pessoas saindo gritando e as crianças saindo chocadas pela porta de saída logo ao lado. (eu entrei e gritei bastante).

INFOS PRÁTICAS:
Como chegar: o jeito mais fácil é pegar o ônibus azul na Praça Catalunya que vai direto (o trajeto demora cerca de 35 minutos). O outro jeito é pegar o tram ( espécia de bondinho) na praça John Kenedy, início da Avenida Tibidabo e depois pegar o funicular pra chegar até o topo.
Quanto custa: o ingresso para entrar no parque não é dos mais baratos: 28,50 euros por pessoa. Mas a gente aproveitou muito!
Leve a sua câmera!

Agora fala se o lugar não é um encanto mesmo?

Créditos: Short: Forever 21
Blusa de renda: Forever 21
Sapato: Schutz


Post patrocinado: Básicos nada básicos e muita cultura em Barcelona

Comenta aqui!
No último post a gente falou de um monte de lugares legais pra esquecer a dieta aqui em Barcelona. Mas, como já diziam os Titãs: "a gente não quer só comida". Então, falemos hoje do segundo, dos nossos 3Cs de Barcelona: um pouquinho de cultura, porque não faz mal a ninguém e passar em Barcelona sem adentrar um museu, igreja ou belezura arquitetônica é simplesmente um pecado.

Eu já tinha ficado com isso na cabeça da última vez que passei pela cidade, mas foi tão rapidinho que não deu pra ter a noção completa da coisa. A verdade é que é chocante o quanto de gente gênia da arte nasceu ou morou por aqui ou aqui pertinho. A Catalunha lá na virada do século 19 era realmente um celeiro de gente talentosa. Veja bem: Dalí, Gaudí, Miró, Picasso. Gente de pouquíssimo pesa pra história da humanidade #sqn.

Antes de entrar na minha relação de  "tem que ver" culturais, vamos ao look que protagonizou um dos dias culturais da viagem. Apesar de dois dos posts da viagem terem sido looks mais arrumadinhos, a verdade é que, 90% do tempo, eu estava de shortinho e camiseta.

O legal do combo shortinho + camiseta é que ele parece básico e sem imaginação, mas ele pode render tanta coisa. Quem lembra quando a gente falou aqui dos básicos nada básicos, nossa parceria com a mi.li.ca.? Pois bem, hoje é tipo "básicos nada básicos em Barcelona".

A fórmula é simples: short e camiseta. A riqueza aqui, como sempre, está nos detalhes. O short é dois tamanhos maior pra poder ser usado como cintura alta e ainda assim ficar com esse aspecto larguinho/improvisado.


A camiseta é cinza e simples, não fossem os spikes estrategicamente aplicados nos ombros e descendo pras mangas.


E não esqueçamos de finalizar a história com a plataforma uber confortável e levinha e, ainda por cima, prateada (só pra combinar com os spikes).

Fácil, confortável e com um charminho. Perfeito para os dias de calor de Barcelona. Ah, então voltemos a ela. Tá aqui a minha listinha dos programas culturais mais bacanas pra se fazer em Barcelona.

Tudo que tiver o dedinho do Gaudí: o arquiteto que, no início do século passado, transformou arquitetura em arte e tratou de embelezar Barcelona com seus prédios inspirados em elementos da natureza. Então, vamos à eles:

- La Pedrera (ou, como foi originalmente chamado: o edifício Millá) foi encomendado à Gaudí pela família Millá. A ideia era construir um edifício residencial no meio da Passeig de Gracia (que, desde aquela época, já era a avenida mais chique de Barcelona). A família Millá ficaria com o apt do primeiro andar e os depois apartamentos seriam alugados. O projeto do prédio era tão diferente de tudo o que existia na época que causou brigas entre os moradores da cidade (por isso o apelido "La Pedrera", que significa "a briga"). Resumo: é lindo e, simplesmente diferente de tudo o que eu já ví (Gaudí tem essa mania de sempre surpreender a gente). Simplesmente tem que ir.
DICA BOA 1: a casa oferece visitas à noite em grupos pequenos e com guias que passam por áreas exclusivas da casa.
DICA BOA 2:  durante o verão, tem show de jazz no terraço às quintas, sextas e sábados. A vista é linda, o clima é delicioso e o ingresso ainda dá direito à uma taça de cava.




- Parque Güell: originalmente, o parque era pra ser um condomínio de casas. O Gaudí foi convocado para desenhar o empreendimento. Algumas casas foram construídas, mas a maior parte do terreno se tornou um parque com um pátio lindo desenhado pelo arquiteto. Um lugar lindo pra passear, descansar e apreciar a natureza.
DICA BOA 1: lá dentro fica a casa onde Gaudí viveu durante alguns anos de sua vida. Vale entrar e entender um pouco melhor como o gênio vivia.
DICA BOA 2: vale andar um pouquinho pelo parque e ir até seu ponto mais alto (onde tem a cruz). A vista de Barcelona de lá é de tirar o fôlego.


- Casa Batló: outro prédio residencial desenhado pelo arquiteto e fica logo ali no Passeig de Gracia, pertinho da Pedrera. É deslumbrante. Mesmo. Muitos dizem que foi com ela que Gaudí atingiu a sua maturidade profissional.
DICA BOA 1: o audioguia vale muito à pena. Dá pra entender super bem as inspirações do artista pela casa e a relação de cada elemento com a natureza.
DICA BOA 2: também rola eventinho durante o verão. Esse da Casa Batló eu achei ainda mais legal que o da Pedrera. Rola showzinho de jazz  no terraço do prédio. Esse perde do evento da La Pedrera pela vista (porque o terraço da Batló fica no primeiro andar atrás do prédio), mas compensa pelas bebidinhas e comidinhas que você pode comprar na hora. Tudo super gostoso e charmoso.

- Sagrada Família: Gaudí devotou mais de 30 anos de sua vida ao projeto e início da construção da catedral. Pra vocês terem uma ideia, a bicha é tão enorme que até hoje não ficou pronta (a previsão é de finalizar a obra em 2050). Mas é simplesmente o lugar mais lindo construído pelo homem que eu já ví na vida (junto com o Grand Palace na Tailândia). É tão lindo que fica difícil pensar em como alguém pode ter pensado em tudo aquilo.
DICA BOA 1: o audio guia também vale muito à pena aqui, especialmente para entender direitinho a história de cada fachada.
DICA BOA 2: vale muito subir na torre! Dá um medinho da altura, mas é lindo demais!
DICA BOA 3: comprar ingresso pela internet!!!! Essa é a dica MAIS IMPORTANTE! Você compra um determinado horário e, indo na hora certinha determinada, você não pega a fila enorme (repito: ENORME) que se forma pra comprar ingresso na hora. Sério, é o melhor esquema.



Museus e mais museus:
Dois outros gênios tiveram uma relação muito forte com Barcelona. Ambos criaram museus próprios na cidade para marcar a importância da cidade em suas trajetórias:

Museu Picasso: fica ali no Bairro Gótico, ou seja, no meio de tudo e super tranquilo de chegar. O museu conta a história do início da vida artística de Picasso e seu trajeto pelos estilos clássicos até encontrar o seu próprio.
DICA BOA: suba no terraço, a vista é linda, pra variar.

Fundação Miró: fica lááááá em Montjüic (o morro que abriga o estádio olímpico e o Poble Espanyol). Mas, entre todas as coisas que vimos lá, a fundação Miró foi uma das que mais me encantou. A história do artista é deliciosa de descobrir e suas obras são lindas de se ver: apesar de serem muito abstratas é legal perceber como cada uma provoca efeitos diferentes na gente.
DICA BOA: dá pra chegar em Montjüic de um monte de jeitos: ônibus, táxi, andando, enfim. A gente escolheu ir de bike e eu recomendo muito. Apesar de ser uma subida e tanto, o caminho é inteirinho preenchido de escadas rolantes em que dá pra levar a bike. Vale muito à pena simplesmente porque o caminho é lindo de viver. Vá de bike até a Plaça d'Espanya para ter a visão de tudo de baixo e vá subindo. As fontes em frente ao Palácio Nacional são demais.

Catedrais: no Barrio Gótico você esbarra com uma catedral a cada esquina. Vale entrar, nem que seja pra dar uma olhadinha, em cada uma delas. A gente foi na Catedral de Barcelona, que cobra entrada mas compensa com um lindo pátio interno com fontes de água e gansos nadando e um museu de arte sacra lá dentro.

Bem, a verdade é que Barcelona é uma cidade tão antiga que, só andar pelas suas ruas (ou pelo menos pela parte velha da cidade) já é uma aula de história. Uma coisa legal de observar são as placas de metal  encrustadas no calçadão em frente a algumas lojas. Trata-se de um reconhecimento da cidade de Barcelona por seus estabelecimentos comerciais mais antigos, uma forma de agradecer àqueles que ajudaram, ao longo dos séculos, a construir a cidade.

Impossível viver toda a cultura que Barcelona tem pra oferecer em uma única visita e, mais difícil ainda, colocar tudo isso num post só. Como sei que tem um monte de leitora craque em Barcelona (aliás, super obrigada pelas dicas de vocês aqui e no Insta! Me ajudaram muito durante a viagem!), fica aqui o meu pedido pra que vocês contem as suas experiências culturais com a cidade aqui nos comentários. Assim, a gente monta um guia mais completinho pra quem está planejando em conhecer a cidade. Vamo? Conto com a colaboração de vocês!

Créditos:
Camiseta: mi.li.ca. store
Short: Zara
Cinto: Zara
Bolsa: Marc by Marc Jacobs
Sapato: Schutz










C de comida: o que, onde e quando em Barcelona

Comenta aqui!
Antes de mais nada: mega obrigada a todos que comentaram ontem tentando ajudar a recuperar as fotos perdidas de Cadaqués. Infelizmente, não trouxe o cabo da câmera pra cá, mas, assim que voltar pra casa, vou testar isso também.

Os dias aqui tem sido lindamente intensos e ensolarados. Barcelona é dessas cidades, meio como o Rio, movidas à sol (ou, pelo menos no verão é assim que parece). Hoje, pela primeira vez ao longo de toda a viagem, o sol se escondeu um pouco e o dia foi inteirinho de chuva de verão (essas que caem torrencialmente com o céu ainda claro).

Pelo tempo meio mais ou menos (e pela minha ressaca do jantar de ontem), consegui aquietar um pouquinho hoje a ponto de conseguir sentar pra escrever (eu amo muito o blog, mas sabe como é que é férias, né, gente? A gente conta cada centavo pra conseguir viajar e depois quer aproveitar cada minuto da viagem). A boa notícia é que isso significa que estou cheia de dicas boas pra contar aqui de BCN.

Como tem muuuuuita coisa pra contar e eu não queria fazer uma coisa estilo diário (porque não to conseguindo postar diariamente durante a viagem), resolvi dividir as indicações por temas. Selecionei 3 principais temas que serão pauta para o post de hoje e para os dois próximos: comida, cultura e compras. Os 3 Cs de Barcelona! E, se faltar alguma coisinha ou outra, depois a gente faz um adendo. Combinado assim?

Achei por bem começar com a comida, primeiro porque o look que selecionei pra hoje foi usado pra um dos nossos jantarzinhos aqui pela cidade. Segundo porque falar de comida é sempre uma coisa maravilhosamente boa.

Então, ao look primeiro. Antes das perguntas surgirem eu já respondo: não, não estou usando salto todos os dias. Só quando eu sei que a gente vai num lugar mais arrumadinho (geralmente pra jantar). No primeiro post aqui da viagem eu usei porque a gente só ia dar uma voltinha aqui pelo bairro e tomar uns drinks aqui perto (e eu queria tirar umas fotos legais pra começar os posts da viagem com chave de ouro :-).

Daí acho que esse lance do sapato é um bom gancho pra gente falar sobre o estilo de Barcelona. Como eu falei lá em cima, Barcelona tem um pouco de Rio. Eu já tinha ouvido muita gente fazendo a comparação, mas vindo cá pra ficar mais tempo acabei reforçando a ideia. É uma cidade de praia e, tal qual o Rio, o estilo das pessoas é bastante influenciado pelo calor. Na minha modesta visão de turista/estangeira/passando 10 dias aqui, ficou a impressão de que o povo se veste de forma mais despretensiosa e bem casual.

Então, quando fui pensar no look pro nosso jantarzinho, optei justamente por peças leves e que representassem um casual chique, porém bem despretensioso. Com isso em mente, achei nessa calça pantalona cropped, a peça perfeita.

Comprei a bichinha deve ter mais ou menos um mês. Já tava com a viagem quase engatilhada e, quando ví a estampa me teletransportei exatamente pra um jantarzinho romance aqui em BCN. Ela é leve e tem um corte super elegante. Tem essa estampa que é, ao mesmo tempo, divertida e chique, inusitada e sóbria.


Como a calça já tem brilho próprio e a ocasião parecia ser um pouco estranha à exageros, achei que só fazia sentido combinar a calça com a simplicidade de uma camiseta nude.


E terminei o look com um batom rosa choque (confesso: inspirada pelo rosa das flores na calça).


Gostei bem do resultado e já tô com mil ideias pra calça quando voltar pra casa (quem sabe uma semana temática?).


Aaaaaaaaah! Mas a gente ia falar de comida, né?

Então vamos lá:


Kiosko: começamos bem or what? Um dos melhores hamburgures que eu ja comi (de verdade!). São grandões, suculentos e com molhinhos e queijinhos que você pode escolher e são todos de dar água na boca. Além disso, eles fabricam o próprio ketchup, super natural, daqueles que você vê os pedacinhos de tomate dentro.
BOM PARA: almoços ou momentos de fome absurda em geral

Creps al Born: parece um bar (e realmente é) com música alta e bombando de gente em pé ou na frente do balcão. Mas a verdade é que, como o nome já diz, crepes aqui são especialidade. Passe pelo meio da muvuca e tente uma mesinha alta lá no fundo. Um salgado e um doce são básicos pra entender porque a gente foi duas vezes em uma semana.
BOM PARA: noite e madruga

Xampanyeria Can Paixano: rústico, porém cheio de charme, o lugar está sempre cheio. A ideia é tomar cavas e comer tapas: esquema tipicamente catalão. Lado ruim: não tem lugar pra sentar, a ideia é fazer tudo isso em pé mesmo. Lado bom: o lugar e bem animado, preço justo e as comidinhas são super gostosas.
BOM PARA: paradinhas ao longo do dia

Cerveceria Catalana: eu já falei dela aqui, mas não custa lembrar. É a minha cerveceria preferida por aqui. Para ser feliz para todo o sempre, favor pedir a batata-frita com ovo.
BOM PARA: noite de drinks e tapas

Mosquito: restaurante de tapas asiáticos, especialmente aqueles bolinhos chineses cozidos no vapor (dim sum), com recheios super delícia. O ambiente é super aconchegante e despretensioso, com mesinhas coletivas que sempre te trazem boas surpresas (a gente conversou horas com o pessoal que sentou do nosso lado).
BOM PARA: início da noite (tem que chegar cedo porque enche)

3345: esse tá no post de hoje só porque não criamos a categoria bebidas, mas o lugar é uma delícia. Super charmoso. Fica no Raval, bairro moderninho aqui de BCN e foi indicação de um belga e uma francesa que a gente conheceu por aqui num dos jogos da Copa que assistimos por aqui. A gente foi e adorou a energia do lugar.
BOM PARA: drinks depois do jantar

Montiel: foi o nosso investimento gastronômico da viagem, mas valeu MUITO. Ele é escondidinho e pequenininho e, por isso mesmo, muito charmoso. O mais legal? Além da comida ser simplesmente sensacional, o atendimento é muito simpático. Vale cada euro.
BOM PARA: uma noite especial

Pronto! Post Comida, check! Deu até uma fominha!

Créditos do look:
Calça: Topshop
Camiseta: COS
Sapato: C&A
Óculos: American Apparel

A triste história das fotos que sumiram e a feliz história de amor por Cadaqués

Comenta aqui!
Imagine o pior pesadelo de alguém que está viajando de férias. Não, não estou falando de perder o passaporte. Estou falando de perder as fotos. Pois é, minha gente, aconteceu.

Não, não perdemos a câmera (ok, então podia ter sido pior), mas doeu mesmo assim. Eu conto.

Passamos o último dia da nossa curta estadia na Costa Brava em Cadaqués, uma das top 5 cidades mais charmosas que eu já ví na minha vida. Ela fica de frente pro mar, bem escondidinha, protegida por morros de todos os lados. A estradinha que leva a ela é sinuosa, dessas cheias de curvas que você acha que não vão ter fim. Mas todo o esforço pra chegar é recompensado ao avistar o mar rodeado por casinhas brancas.

A cidade é linda mesmo. Tem esse charme mediterrâneo em que tudo parece ser ou azul, ou branco. E, óbvio, a gente aproveitou pra fotografar tudo o que podia. Eu montei um look todo pensado pra ornar com a cidade: com bata branca e pulseira de pedra azul. E ficou tudo lindo.

Eis que voltamos pra casa aqui em Barcelona e, ao descarregar as fotos pro computador... Nada. O cartão de memória simplesmente travou e não conseguimos descarregar nada. Nenhuma fotinha. Elas ainda aparecem na câmera, mas nada passa pro computador. Aliás, se alguém já tiver passado por este problema e souber como resolver, POR FAVOR, me conta? Eu ía ficar bem feliz e agradecida.

Bem, mas como eu e o Neymar (#estamoscomvocê) somos brasileiros e não desistimos nunca, resolvi fotografar com o celular, as fotos no visor da câmera só pra mostrar pra vocês aqui. Conto com a compreensão (e apoio emocional) de todos porque a qualidade das fotos tá bem péssima.


Essa foto foi tirada numa das inúmeras vielinhas da cidade (ladeiras que sobem e descem entre as casinhas brancas com portas azuis). O mais lindo é perceber como, apesar de todas as casas serem brancas, a cidade ser toda colorida de flores. Desses detalhes que fazem a gente ir se apaixonando a cada esquina.

Como eu falei, a ideia do look era ser simples, fresco e deliciosamente mediterrâneo. E engraçado como a simplicidade é chique, né? O namo veio me falar que eu tava com cara de gente rica de férias. Ahahaha


E, como a bata era simplicidade purinha, finalizei o look com toques de azul e prateado na bolsa e nas bijus.


Eu tô muito apaixonada por essa pulseira. Só queria desabafar isso mesmo.

Voltando às fotos, o que me deixou mais chateada dessa história toda, na verdade, não foi perder as fotos do look (que tinham ficado lindonas mesmo), mas perder os registros de um dia tão feliz na minha vida e de uma cidade que vai ficar guardada no meu coração. Por outro lado, talvez isso seja o destino mesmo. Dessa vez vou ter que ser meio Pollyana e dizer que, talvez, o registro perdido só vai servir pra que eu recorde esse dia e esse lugar com mais carinho na minha memória.

Então, só pra fechar o post, fica aqui o meu recado de que, se você vier à Costa Brava, não deixe de passar por Cadaqués. Ah, e não deixe de:

- passear pela praia no fim da tarde
- almoçar no restaurante Compartir (todos os pratos são pra dividir - por isso o nome) e pedir de entradinhas o ovo (é de chorar de emoção) e o ouriço (de comer com os olhos de tão lindo - e gostoso!)
- ir ao Museu Casa Dalí, onde o artista viveu até a morte de sua mulher, Gala
- tomar um chopp no Cassino (bar bem ali na orla). A gente viu o jogo da Bélgica x EUA lá e foi muito divertido

É isso, gente. Para os próximos posts, voltamos à programação normal de fotos com qualidade diretamente aqui de Barcelona.

Créditos do look:
Bata: COS
Pulseira: Colheita
Anel: B.Luxo
Bolsa: H&M
Óculos: Zara