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Um tantinho de chiquê pra começar a semana

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Queria começar a semana falando que ela vai ser porreta!

Ai, nada como um pouco de otimismo ainda na segunda-feira! Mas é que, nesse caso, o otimismo nada mais é do que a antecipação de coisas boas que vem por aí. Pra começar, quinta-feira é o aniversário desta blogueira que vos escreve. 31 primaveras, com corpinho de 30,5.  Além disso, tem novidade por aqui! Sim, tô tipo propaganda de supermercado: o aniversário é meu, mas quem ganha o presente é você. Mas, calma, que tem uma semana inteira pra gente falar de novidades.

A verdade é que passei esse final de semana me preparando pras novidades e repassando as minhas fotos aqui do blog e não pude me conter quando achei essas aqui. Quem segue o UASZ lá no Insta (@mourajo) talvez lembre que, no finalzinho do ano passado, eu fui num evento muito do chique. Era o casamento da minha cunhadinha e eu e o namo fomos padrinhos, então, eu tratei de investir na produção. Acontece que, na correria do fim de semana do casório, eu acabei não postando o look  inteirinho aqui. Então, já que estava revirando o baú, resolvi reparar o erro. Afinal, vocês vão ver, o vestido merece. Vamos a ele então.

Eu queria um vestido... lindo. Lindo e elegante. Clássico, mas com um toque moderno. E sem renda. Ok, parece o briefing do meu vestido de noiva. Vai ver que é um padrão mesmo. Ah, e, claro, não podia ser preto, nem branco.

A verdade é que eu tive a sorte de dar de cara com este aqui, mais ou menos um mês antes do casório, quando fui até Belo Horizonte, dar uma olhada em vestidos de noiva. Entrei na Mabel Magalhães porque já tinha visto os vestidos de noite dela e ficado simplesmente encantada. E foi lá que encontrei esse tesouro aqui. Lindo, coral, tomara que caia e com uma saia estilo sereia de tirar o fôlego.



Eu não consegui tirar muitas fotos lindas lá no dia (a emoção era muita, gente), então, na semana seguinte, recriei o look e fotografei em casa mesmo. Mas tinha um tanto de post rolando e esse foi ficando pra depois. Até hoje.

Bem, o vestido era lindo e não precisava de muito esforço da minha parte pra ficar melhor. Investi numa make bem leve e um cabelinho preso pra trás com direito a mini topete na frente, só pra agregar riqueza. O mais difícil mesmo foi combinar a cor dos acessórios.

Eu adoro coral com turquesa, acho uma combinação incrível, mas eu não tinha nenhuma biju turquesa. Fui tentando ver o que ficava melhor entre todas as coisas que eu já tinha e cheguei nesses brincos dourados com pedras amarelas. Verdade verdadeira, eu queria um colar bem poderoso pra preencher o colo (já que o tomara que caia permite), mas não achei nenhum que ornasse e acabei ficando bem feliz com esses brincos mais compridos. E já que os brincos tinham dourado, inclui essa pulseira super simples. A ideia era não inventar muito mesmo pra fazer o vestido brilhar.


Mas eis que faltava a bolsa. E, fuçando nas minhas gavetas encontrei o turquesa que o look pedia. Uma bolsinha charmosa e super antiga, como dizem em inglês: "oldie but goodie", ou, numa tradução livre, "velhinha, mas charmosinha".

E, pronto, look de casamento digno de cunhados tão queridos.

E olha que alegria, começando a semana do aniver em look de gala! Boa semana, gente!

Créditos:

Vestido: cedido pela Mabel Magalhães especialmente para o evento :-)
Bolsa: Accessorize
Pulseira: Q-Guai

Os looks de Noronha

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Falei tanto sobre Noronha e esqueci de postar os dois looks que fotografei por lá (era lua de mel, gente! Dois já é lucro, né não?).

A verdade é que se usa bem pouca roupa em Noronha. E, por mais que a gente queira sair toda gatinha da pousada pela manhã, basta meia hora de trilha e um mergulho no mar pra toda finesse sair de cena (e tem coisa mais maravilhosa do que deixar a finesse de lado nas férias?).

Dito isso, consegui registrar dois momentos em que ela (a finesse) ainda estava presente. Os dois looks são ótimos exemplos do que procurei levar na mala pra lua de mel: muita cor, conforto e um charminho (que não faz mal a ninguém).

O primeiro poderia ser tão simples quanto um shortinho e uma camiseta, mas nada como um quimono lindo e verde pra apimentar a história. E eu adoro um quimono na praia, seja pra usar sozinho por cima do biquini, seja pra proteger do ventinho do fim da tarde, ou, nesse caso, pra jogar uma boa dose de cor e personalidade pro look.



E já que estávamos brincando com cores, inclui essa sacolona bordada pra fazer aquele contraste lindo com as listras da camiseta e ainda conversar com o verde do quimono.


Segundo look, tudo azul. Eu adoro esse maiô porque ele se sai super bem como body e basta jogar qualquer coisa por cima que ele fica elegância pura. Nesse dia, a escolha foi ir pelo caminho mais simples e mais praiano: amarrar um lenço como saia e tacar um chapelão.


O charme extra ficou por conta das bijus prateadas e do anel de pedra também azulzinho.


A verdade é que, por mais básico que seja o look, o lugar é tão incrível e a energia tão contagiante que, não vai ter como não sair linda nas fotos. Bom finde procês!

Créditos

Look 1
Short: Youcom
Blusa: Zara
Quimono: Kimonaria
Bolsa: lojinha em Morro de São Paulo
Brinco: Mumi + Bia Perrote

Look 2:
Maiô: Lenny
Lenço: Oson
Chapéu: Accessorize
Pulseiras: Vanessa Clark
Anel pedra: lojinha na Praia do Forte

A fase rosa

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Eu não sei o que tá acontecendo. Eu nunca fui muito chegada nos tons de rosa, mas, não sei se vocês tem reparado, nas últimas semanas, os rosinhas e nudes e rosés tem baixado por aqui numa intensidade nunca vista na história desse blog.  

Eu confesso: tenho um pouco de preconceito com a cor. Vai dizer que, quando você fecha os olhos e pensa num look rosa, a imagem que aparece não é a da Barbie? Não? Ok, Penélope Charmosa? Pois é. Eu também. O rosa ficou estigmatizado por ser uma cor excessivamente feminina e um tanto quanto perua.

Mas a verdade é que, obviamente, existem milhares de jeitos diferentes de usar o rosa e fugir completamente desse estigma (como a gente fez por aqui nas últimas semanas).

Pois hoje, o look tem rosa praticamente dos pés à cabeça: na saia, na blusa, no turbante. E uma das coisas que mais legais desse look é que ele brinca com o mesmo tom de rosa (clarinho, quase nude), mas em diversas texturas diferentes e isso é um ótimo jeito de tirar o rosa do lugar comum.

A saia é de seda, bem levinha e com um corte assimétrico que dá uma interessância mais adulta pro look. Isso é outra coisa que ajuda a fugir do estereótipo, quando for escolher as peças pra compor o "look rosa", opte por peças com modelagens menos "girlie", afinal de contas, a cor já faz esse trabalho por você.


A blusa de algodão com fundo cinza e estampa bem leve de folhagens também ajudou a dar uma quebrada no look total pink, mas manteve o clima mais "adultinho".

Na verdade, eu tava achando que só isso tava bom, mas entrei no armário e dei de cara com o turbante rosa que eu ganhei das meninas da Kimonaria. E, veja bem, o bichinho é de veludo e eu adoro um veludo.


Pronto! Três texturas diferentes e um look rosé com cara de gente grande!

Créditos:

Saia: Mixed
Blusa: Nuage
Sapato: Zara
Turbante: Kimonaria
Óculos: Zara
Batom: Relentlessly Red da MAC

Uma lua de mel azul (e os meus top 10 motivos pra você embarcar pra Fernando de Noronha agorinha)

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O casório rendeu tanto assunto aqui no blog que só agora eu consegui achar um tempinho pra falar com calma sobre a lua de mel.

Vou começar confessando que o meu destino dos sonhos pra nossa lua de mel não era Fernando de Noronha. Aliás, Noronha não tava nem nos top 5 destinos.

A verdade é que eu sempre sonhei em ir passar a lua de mel passeando pela costa da Itália. Pra mim, lua de mel tem que romântica e, na minha cabeça, nada poderia ser mais romântico do pegar um carro e ficar quicando de uma vila pra outra, apreciando aquelas vistas lindas das vielas debruçadas no mar, comendo bem, tomando sol e bebendo um vinhozinho sem compromisso nenhum.

Tudo lindo, tudo combinado. Até que fomos reservar a data pro casamento e a única disponível no primeiro semestre todo era em fevereiro, senão, só em agosto. Eu não sou dessas de esperar um ano se passar entre pedido e festa. Se pudesse, tinha feito a festa no dia seguinte do pedido, de tanta ansiedade que eu fico. Resultado: fechamos a data de fevereiro sem pestanejar.

Na verdade, achei bem bom ser em fevereiro. A gente queria casar na praia e, já que é na praia, melhor que seja no verão. E foi aí que a Itália foi pro brejo. Verão aqui, inverno lá. E eu não ia pra costa da Itália pra pegar frio nem pra pegar chuva.

Volte 5 casas e comece a pesquisa de lua de mel do zero. Bem, já que tem que pensar em tudo outra vez, vamos estabelecer todos os pré-requisitos:

- tem que ser lindo;
- tem que ter praia;
- tem que estar calor;
- tem que ser um lugar onde a gente nunca foi;
- a viagem tem que durar, no máximo, 10 dias (o namo tinha que voltar pro trabalho);
- não pode ser muuuuuito longe pra gente não perder tempo demais indo e voltando e não ter tempo suficiente lá pra aproveitar.

Conversamos com um monte de gente que já tinha casado pra pegar ideias de lugares e muita gente falou pra gente ir pra algum lugar no Caribe: logo ali, tem vôo direto de São Paulo, as praias são lindas, os resorts são ótimos. Realmente, parecia um lugar que preenchia todo o nosso checklist. E, nessa, começamos a procurar passagem e hotel, mas, confesso que lá no fundo, não tava muito emocionada com a ideia não.

Eis que, no meio da busca de passagens com milhas (depois de pagar o casamento, qualquer economia é bem vindo, né não?), sabe aquele box que abre quando você vai escolher o destino e aparece todos os nomes das cidades pras quais a companhia aérea voa? E aí eu vou olhando cada uma e paro em Fernando de Noronha. Clico. Pronto. Dia 02 de março aterrissamos no paraíso.

Bem, se o nosso casamento foi num dia branco, a lua de mel, com certeza foi uma semana azul. Uma semana de céu, mar e um contato tão deslumbrante com a natureza que não dá nem pra explicar.

Por isso, resolvi fazer o meu top 10 motivos pra você ir pra Fernando de Noronha na sua próxima viagem (nem precisa ser de lua de mel não, mas, se for, prometo que você não vai se arrepender). Vamos a eles:

Motivo 1: fica no Brasil
Você não precisa pegar 24 horas de vôo! O paraíso fica logo ali e não deve nada em termos de beleza pra lugar nenhum no mundo. A maneira mais fácil de chegar é pegando saindo de Recife, que dá mais ou menos uma hora de vôo (a Gol e a Azul operam o trecho e tem vôos diários). O fato de ser aqui do lado também ajuda no orçamento. Os vôos pra lá já foram bem mais caros (e em alta estação ainda são), mas basta pesquisar direitinho, ficar atento às promoções ou marcar a sua viagem para um período de mais baixa temporada que dá pra encontrar passagens a preços bem acessíveis. Além disso, nada melhor do que estimular o turismo em solo nacional, certo?

Motivo 2: a praia mais bonita do mundo
A praia na Baía do Sancho foi eleita, pelo TripAdvisor, a praia mais bonita desse planeta que habitamos. Sim, do planetinha inteiro. Ela é realmente uma coisa deslumbrante. O mais legal é que dá pra você conhecer o Sancho de vários ângulos: de cima (no mirante que fica lá em cima das falésias - ótima opção pra assistir ao pôr do sol), de baixo (lá da areia, basta descer a trilha que começa lá no mirante - é íngrime mas vale a pena) e do mar (nos inúmeros passeios de barco que você pode contratar lá na ilha mesmo). Eu recomendo que você aproveite e a estadia e veja de todos!

Motivo 3: todas as outras praias
Das 25 praias mais bonitas do Brasil, 4 estão em Noronha (Sancho, Sueste, Conceição e Baía dos Porcos). E olha que o Brasil tem cada praia que vou te contar. Só essas 4 já valem a viagem. Mas a verdade é que cada faixa de areia em Noronha vale um suspiro de felicidade. O mais legal é como cada uma é muito diferente da outra: a vida marinha é diferente, as formações de pedra, a força do mar, até a areia muda de uma praia pra outra.



Motivo 4: a vida marinha
A gente é super apaixonado por mergulho de cilindro. Antes de ir pra Tailândia, a gente fez o curso (lá em Ilhabela) e se apaixonou. E todo lugar que a gente vai e que tem mar, a gente aproveita pra mergulhar. E dois anos depois, a gente já conseguiu mergulhar em vários lugares legais e viu bastante coisa diferente. Mas nada se compara a mergulhar em Noronha. Sério. Golfinhos, tartarugas, tubarões, arraias, passando do seu lado como se fosse a coisa mais natural do mundo. Como a ilha inteira é um parque ambiental super protegido e a pesca é hiper regulamentada, os bichos simplesmente não tem medo. Convivem com as pessoas em plena harmonia. Um troço que dá gosto de ver e faz a gente se perguntar por que o mundo inteiro não é assim.



Mas, se você não mergulha de cilindro, não se preocupe. A vida marinha é tão abundante e tão sem vergonha que basta botar um snorkel e enfiar a cabeça embaixo d'água pra dar de cara com lagostas, tartarugas e tubarões. Eu recomendo contratar um guia e passar um dia com ele. Esses caras fazem isso há anos e conhecem exatamente os pontos onde é mais fácil ver os bichinhos. Ele literalmente entra na água com você, te pega pelo braço e vai direcionando o seu olhar pra conseguir ver tudo.

Outra opção é o acquasub (ou planasub), um passeio oferecido na ilha, em que você segura uma pranchinha que é rebocada por um barco. Um jeito fácil e super gostoso de passear apreciando a vida marinha.



Motivo 5: o açai com cupuaçu do Mundo Verde
Não dá pra explicar, só sentir. Comi absolutamente todos os dias. E, no último dia, fiquei sem almoçar porque queria guardar estômago pra poder comer a tigela grande.

Motivo 6: a comida em geral
Apesar de ser um lugar super rústico, Noronha oferece vários restaurantes sensacionais. Comida boa mesmo e pra todos os bolsos. Os meus destaques são:

- Delícias da Ná: super simples, mas comida maravilhosa. Recomendo o peixe com molho de camarão.

- Varanda: super gostoso e aconchegante. Recomendo sentar na varanda e pedir os furtos do mar gratinados. Sensacional!

- O Pico: melhor ceviche que eu já comi, sem comparação. De quebra, o restaurante ainda é todo decorado com obras do J.Borges. Lindo de viver.

- Beijupira: serviço meio lento, mas o ambiente compensa. Simplesmente perfeito pra um jantar romântico.

- Mergulhão: ponto ótimo pra assistir ao pôr do sol. Ambiente super gostoso com cara de lounge a beira mar. O bolhinho de abóbora é maravilhoso.

Motivo 7: o pôr do sol
Uma vez em Fernando de Noronha, se programe pra ver o pôr do sol, cada dia, num lugar diferente. Todos, com certeza, vão ser inesquecíveis. Eu recomendo:

- Praia do Bode (o sol se põe exatamente no meio dos dois morros da baía dos Porcos)
- Bar do Cachorro (caipirinha e música ao vivo)
- Air France (sentar na grama apreciar a vista sem mais ninguém ao seu redor)
- Mirante do Sancho (fotos incríveis)
- Praia da Conceição (clima delícia, praia pra passar o dia todo e ainda emendar no pôr do sol)



Motivo 8: a lua
Nem sempre dá pra conciliar, mas, se der, tente estar em Noronha num período de lua cheia. Ver a lua nascer no horizonte no meio do mar é uma das coisas mais lindas que eu já ví na vida. Fora isso, o céu à noite é daqueles de cair o queixo de tanta estrela.

Motivo 9: praticamente não existe internet
Tem, mas é raro e, quando você encontra, é muuuuuuuito lenta.Acho que esse talvez tenha sido o melhor presente de casamento que Noronha nos deu. A blogueira aqui teve que deixar de lado seu laptop e seu smartphone e pôde se concentrar inteiramente em aproveitar uma semana do lado do marido. Sem posts, sem excessos no Instagram, nem no whatsapp. Só amor.

Motivo 10: a energia
A gente tava falando na semana passada sobre repetir. E eu falei que adoro repetir. Roupa, música, filmes, comidas. Mas confesso que sou dessas que não costuma fazer viagens repetidas. A verdade é que eu amo tanto viajar e tem tantos lugares que quero conhecer (e pouco din din pra conseguir fazer tudo) que acredito que o próximo destino deve ser sempre um que eu ainda não explorei. Mas Noronha é um lugar com uma energia tão especial que contraria qualquer regra. É um lugar pra recarregar. Desses que, se eu pudesse, voltava todo ano só pra me encher de energia boa de novo, e de novo, e de novo.



Pronto! Já tá pesquisando passagem? Então, só pra terminar, e te ajudar com a sua viagem, aqui vão algusn pontos de atenção.

Taxa de permanência:
A ilha cobra uma taxa de preservação ambiental por cada dia que você vai ficar por lá. Custa R$51,40 e deve ser paga no aeroporto, no momento do desembarque na ilha.

Caixas eletrônicos:
É bom ter din din em espécie porque muitos lugares dão desconto pra pagamento em dinheiro. Se você esqueceu de tirar antes de embarcar pra lá, aproveite o caixa eletrônico do aeroporto, é o único que você vai encontrar na ilha toda.

Bugres:
O jeito mais fácil de se locomover pela ilha é alugando um bugre. Mas fique de olho, tem muita gente que aluga bugres velhos e sem manutenção, e que acabam quebrando no meio da rua. Vale pedir uma recomendação de alguém mais sério na pousada pra não ficar na mão.

Agora foi! Pode embarcar! Eu me voluntario pra ir na mala.

Ah! Todas as fotos desse post, saíram diretamente do meu Insta (@mourajo). Apesar da pouca conexão, eu consegui postar pelo menos uma foto por dia. Quem ainda não segue, pode ir me achar lá e tratar de clicar no "Follow" rapidinho que a Jojo agradece!










Essa maravilha libertadora que chamamos de "repetir roupa"

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Eu sou daquele tipo de pessoa que, quando se apaixona por uma música, ouve a bendita até saber e letra inteira de cor. Desde criança eu faço isso. Até hoje eu sei a trilha sonora da Bela e a Fera do começo ao fim (incluindo o prólogo).

A verdade é que adoro repetir as coisas que me cativam. Ir no mesmo restaurante e pedir aquele prato de sempre, ir no mesmo ponto da praia e dar alô pro mesmo vendedor de coco, zapear a TV e parar naquele filme que já ví 15 vezes, mas que nunca fica velho. Adoro essa sensação gostosa e reconfortante do familiar, do certeiro, de que aquilo que já foi visto, experimentado e gostado, faz parte da construção do que você é.

Daí eu fico pensando: se repetir é tão gostoso, porque a gente cresce achando que repetir roupa é pecado capital da moda?

Lembro da minha adolescência, da época das festinhas de 15 anos. Aquele momento da vida em que corpo e cérebro são liquidificadores ligados cheios de hormônios que transbordam vergonha por todos os lados.  Fazendo uma conta rápida, numa turma de 42 alunos, 50% meninas fazendo 15 anos no mesmo ano, temos uma média de 1,75 festas por mês. Isso é roupa pra cacete. Então tinha que repetir. Não tinha esperneio nem chantagem emocional que adiantasse: quer ir pra todas? Tem que repetir roupa ou vai pelada. Eu ficava mor-ti-fi-ca-da. Dava meus jeitos. Passei a comprar saias e blusas ao invés de vestido. Só pra não repetir.

Quinze anos se passaram e os hormônios estão mais controlados (exceto durante certos períodos do mês), mas ainda vejo isso acontecendo demais por aí. Agora então que tô na fase da vida dos casamentos! Nem conto pra vocês a quantidade de "não tenho roupa" que eu ouço cotidianamente.

"Ué, mas e aquele lindo que você foi no casamento da fulana?"

"Ai, mas a galera é a mesma. Não dá pra repetir."

E eu pergunto: POR QUE???????

Não sei quem colocou isso na cabeça da gente (ops, peraí, acho que sei), mas eu queria dizer que esse raciocínio não só é cruel demais (especialmente com meninas de 15 anos), como é absolutamente ESTÚPIDO. Um raciocínio criado pra que você use as coisas uma vez só e parta pra próxima.

Eu demorei bastante pra entender a maravilha que é gostar de repetir uma roupa. Gostar mesmo. Ficar orgulhosa de usar uma peça que eu amo de novo e de novo e de novo. Vocês não tem ideia de como isso é libertador.

Eu torço pra o dia em que a gente vai tratar uma peça de roupa como aquela música gostosa de ouvir, ou como aquela sobremesa que você não se cansa de pedir. E pra que as meninas de 15 anos de hoje queiram ser mais como a Princesa Kate e menos como a Kim Kardashian.

Bem, tudo isso pra dizer que hoje eu tava inspirada e que o look tem um monte de peça repetida. O quimono novo é, sem dúvida a letra que estou aprendendo a cantar, mas o look todo é um composé de peças usadas nesses últimos dias.


A calça de rica, nem se fala. Rainha da repetição e eu nunca me canso. Às vezes deixo guardadinha, mas, quando volta, volta com tudo.


(pense num ser que está amando ser esvoaçante)


Pra quem não viu os looks anteriores, ó só eles aqui:


Vamos repetir, gente! Faz bem e o bolso agradece!

Créditos:

Calça: American Apparel
Regata: C&A
Quimono: Kimonaria
Óculos: Zara
Sapato: Eva vs Maria

Atendendo a pedidos: o nosso setlist :-)

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Desde que comecei a postar coisas sobre o casório, recebi um montão de pedidos pra dividir aqui a seleção musical da nossa cerimônia.

Entonces, resolvi fazer um post bem rapidex sobre o assunto (vamos ver se, pelo menos dessa vez, consigo ser sucinta).

A primeira decisão com relação à trilha sonora da cerimônia foi a de termos músicos tocando lá ao vivo ao invés de um DJ. Sorte que eu tenho uma cunhada muito da entendida da música (quem conhece a Lila? Ela acabou de lançar seu primeiro EP!) e ela me indicou o Marcelo Saboya. Ele é músico, tem banda, mas toca em casórios e eventos da vida. A gente conversou com o Marcelo e pediu um som que tivesse um clima descontraído, de final de tarde de verão na praia. 

Foi ele que sugeriu que a formação fosse um trio de violão, flauta e ukelele (aquele instrumento pequenininho que tem um sonzinho calminho delicioso). Topamos e partimos para a seleção das músicas. 

A segunda decisão foi que toda a seleção musical seria inteiramente brasileira. Nós dois gostamos muito de bossa nova e MPB e eu queria tacar um axé no meio de qualquer maneira. Com isso em mente, partimos pra internet e começamos a busca. Pense em uma semana inteira pulando de Vagalume pra Spotify, passando por Youtube, letras.com, e por aí vai. Horas e horas de pesquisa depois, chegamos a duas listas enorme de músicas: uma minha e uma dele. Próximo passo: trocar as listas. Cada um poderia vetar quantas músicas quisesse da lista alheia. Depois desse filtro individual de cada um, juntamos tudo em uma lista só.

Com uma lista única em mãos, pegamos o roteiro da cerimônia, com a lista de todas as entradas (pais, celebrantes, damas, pajens, noivos, etc) e fomos escolhendo as músicas que mais combinavam com cada bloco e que mais tinham significado pra gente.

Ok, acho que já escrevi demais. Dito tudo isso, chegamos na nossa seleção final! Aí vai ela:

Música 1: 
Entrada Noivo + mãe do noivo: Seu Balancê (Zeca Pagodinho)

(essa foi a escolha dele e eu me apaixonei, não consigo mais ouvir e não ficar com os olhos cheios d'água)

Música 2:
Entrada Mãe da Noiva + Pai do Noivo / Padrasto e Madrasta do Noivo / Casais de celebrantes: Mimar Você (Timbalada) 

(lembram da versão do Caetano que mostrei aqui na Sexta Casamenteira de músicas? Eu já amava essa música, mas a versão do Caetano foi que me fez decidir definitivamente usá-la na cerimônia)

Música 3:
Entrada Dupla de Pajens 1 / Dupla de Daminhas: Leãozinho (Caetano Veloso)

(a gente queria uma música que combinasse com a entrada das crianças e essa caiu como uma luva)

Música 4: 
Entrada Euzinha (a noiva) + meu pai: Sob medida (Chico Buarque)

(sempre foi a nossa música, desde que começamos a namorar. Ela é tão marcante pra gente que a Oh Lindeza fez um quadro com a letra e pendurou na festa) 
 


Música 5: 
Entrada Dupla de Pajens 2  (levando as alianças no meio da cerimônia): Carinhoso (Pixinguinha)

(fofura pura)

Música 6: 
Saída do cortejo: A minha menina (Jorge Ben)

( aí já era só alegria)

Eita que esse blog já tava virando quase sobre casamentos! Amanhã tem mais post de vida normal e depois a gente fala de Fernando de Noronha!








Conjunto de rika

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Tinha tanto tempo que eu não tirava a calça de rica do armário! E a verdade é que eu tava com uma saudade danada da bichinha, dessa riqueza incrustada, desse chiquê despretensioso, dessa elegância em forma de linho.  Ela merece, vai!

Pra combinar com ela, catei o vestido regata da C&A (aquele da Stella Mccartney) e usei como regata mesmo. Neutro, fresco, perfeito para um look chique low profile. Mas tava sentindo falta de uma terceira peça pra jogar por cima e não me sentir tão pelada.

Além disso, queria jogar uma corzinha no combo que tava bege demais pro meu mood de hoje. Olhei no armário e procurei uma coisa que não fosse muito pesada nem muito comprida (afinal, a estrela de hoje é o retorno da calça de rika).

Eis que os meus olhinhos brilharam quando avistei uma peça muito especial. Quem lembra dela?


Sim! Trata-se do colete muso que eu roubei da lojinha da Cami Coutinho!!!! Tem peça com histórico mais rico do que essa pra combinar com a calça de rika? Tô pra ver, hein?

Pois bem, juntei A com B e ficou uma coisa charmosa de Jesus. Vejam com os próprios olhos:


Simplesmente adoro o modelo desse coletinho com a manga com cara de capa e essa estampa artsy super charmosa.

Nos pés, eu usei ums dos meus sapatos preferidos: o open oxford (existe isso, gente, ou acabei de inventar?), também todo em tons pastel.


Bonito, rico, fresquinho e confortável, como a gente merece!

E brigada especial pra Cami que desapegou e me proporcionou essa peça linda!

Créditos:

Calça: American Apparel
Regata: C&A
Colete: Noz
Sapato: Eva vs Maria